Niðurhal

Heildar hækkun

2.388 m

Styrkleiki

Mjög erfitt

niður á móti

1.170 m

Max elevation

1.990 m

Trailrank

38

Min elevation

331 m

Trail type

One Way
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Hnit

3816

Uploaded

2. maí 2021

Recorded

maí 2021
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1.990 m
331 m
32,08 km

Skoðað 302sinnum, niðurhalað 9 sinni

nálægt Loriga, Guarda (Portugal)

Caminhada de montanha desde Loriga até à Torre pelo caminho mais longo

Este percurso foi realizado em 2 dias e em total autonomia, em Abril de 2021.

O percurso desce a Ribeira de Loriga, seguindo por trilhos e levadas e passa pelas aldeias de Cabeça, Casal do Rei e Muro. Esta primeira parte é coincidente com o PR2 - Rota da Ribeira de Loriga.

Entre Loriga e Cabeça o trilho é sempre fácil de seguir, bem sinalizado e não apresenta situações de risco elevado, sendo no entanto recomendado algum cuidado nalguns troços mais expostos ao longo da levada.

Entre Cabeça e Casal do Rei o trilho ao longo da levada é mais irregular e frequentemente com vegetação mais alta, sendo necessário um cuidado adicional para evitar risco de queda.

Entre Casal do Rei e o Muro, devido a derrocadas no trilho da levada, o percurso sinalizado foi desviado pela estrada asfaltada. A distância é curta e o tráfego automóvel bastante reduzido.

Na aldeia do Muro, o percurso passa a seguir coincidente com o PR13 - Rota da Ribeira de Alvoco, cruzando uma pequena cumeada e seguindo em direcção à Barriosa.

Junto à aldeia da Barriosa existe um dos Poços de Broca mais conhecidos, onde se forma uma cascata artificial e existe o restaurante Guarda-Rios.

Nota: os poços de broca são originados por desvios artificiais ao curso natural dos rios e existem vários nesta zona da Serra. Em pontos que os meandros do rio se aproximavam, a cumeada foi cortada (usando brocas entre outras ferramentas, daí o nome) encurtando o traçado do rio e criando braços mortos de rio que eram bastante férteis e valiosos para a agricultura, dado que nestas zonas muitos declivosas são escassas as zonas naturalmente aptas para a agricultura.

Entre a Barriosa e Frádigas, o percurso segue novamente por uma levada. No entanto aqui alerta-se para um risco bastante mais elevado, recomendando-se a alternativa por asfalto entre as duas aldeias para quem tenha vertigens ou menos destreza física. Num dos pontos do percurso, a levada encontra-se numa vertente vertical a muitas dezenas de metros de altura, existindo derrocadas nalguns pontos e obrigando a caminhar sobre o muro da levada. Numa destas derrocadas foi colocado um curto passadiço de madeira sobre a levada, mas durante uma parte significativa do percurso o risco é bastante elevado.

Após a passagem por Frádigas, o percurso segue ainda durante algum tempo pelo trilho da levada, mas já sem qualquer risco.

Perto do Aguincho o percurso passa junto a um viveiro de trutas, construído exactamente num dos braços mortos do rio que havia sido desviado e originando mais um poço de broca. Aqui no viveiro existe um restaurante onde apenas de serve truta e que é mais que recomendado. As trutas são apanhadas na hora e preparadas para cada refeição.

Daqui até Alvoco da Serra o percurso já não segue por levadas, mas por trilhos e caminhos rurais ao longo do vale.

Um local digno de nota é o Poço do Lagar, uma espécie de praia fluvial com mesas de piquenique e instalações para um bar que só deverá funcionar durante o verão. Fica fora do trilho, afastado cerca de 150m. Ver a localização nos pontos de interesse do track.

Alvoco da Serra é a última localidade do percurso e imediatamente antes da subida até à Torre. Recomendado que se abasteçam aqui do que seja necessário, pois apesar da distância ser curta ainda é uma longa e dura jornada (pelo menos 3 a 4 horas - nós demorámos cerca de 6 horas). Existem cafés, mercearias e as fontes têm água potável directamente da montanha.

Daqui até à Torre o percurso segue o PR14 - Rota do Pastoreio. O percurso agora é sempre em subida, sendo que inicialmente a pendente é moderada mas constante. O trilho segue pela base do vale e após alguns kms entra numa extensa rede de canadas (existe até aqui um outro PR circular e parcialmente coincidente que percorre estas canadas, que eram caminhos murados por onde os pastores conduziam o gado).

Ainda na base do vale, antes de começar a subida mais acentuada, o percurso passa 2 ou 3 vezes por linhas de água que em Abril tinham bastante água, mas sem dificuldade de passagem.

A subida final até ao planalto tem pouco mais de 2 kms e cerca de 800 m de desnível. Em geral, o trilho não apresenta dificuldades técnicas significativas, mas pelo declive bastante elevado implica um esforço muito significativo e um ritmo de progressão bastante lento.

Após a chegada ao planalto, ainda há algum desnível a superar até chegar à Torre, mas basicamente é um passeio até ao ponto mais elevado da Serra.

A totalidade deste percurso é feita por trilhos sinalizados pertencentes à rede de percursos pedestres de Seia e das Aldeias de Montanha.
http://www.aldeiasdemontanha.pt/pt/percursos-pedestres-1

A distância total a percorrer não é demasiado elevada, mas os 2 dias em que foi percorrida tornam-se curtos pela quantidade de pontos de interesse, pela dificuldade final na subida à Torre e pelo peso da mochila para quem o faça em autonomia total.

Para aliviar a dureza e desfrutar melhor da experiência, o percurso pode ser feito em 3 dias ou com pernoita em alojamento local para poupar o peso do kit de acampada.

Em termos logísticos, deixámos um carro na Torre e outro em Loriga. O percurso também pode ser feito de forma circular, regressando a Loriga pelo PR5 - Rota da Garganta de Loriga (acrescenta pelo menos meio dia de caminhada).
Varða

Restaurante Guarda-Rios

Varða

Trutas do Aguincho

Varða

Alvoco da Serra

Varða

Loriga

Varða

Cabeça

Varða

Casal do Rei

Varða

Muro

Varða

Barriosa

Varða

Poço de Broca da Barriosa

Varða

Frádigas

Varða

Aguincho

Varða

Poço do Lagar

Varða

Vasco Esteves de Baixo

Varða

Outeiro da Vinha

Varða

Torre

5 comments

  • mynd af Fernando Florentino

    Fernando Florentino 17. okt. 2021

    Muito obrigado pela partilha e detalhada descrição deste track que parece fantástico!! Ando com ideias de lá ir para fazer o PR5 da garganta e aqui está um bom complemento.

  • mynd af Portugal Outdoor

    Portugal Outdoor 17. okt. 2021

    Juntando a rota da Garganta de Loriga, é possível fazer o percurso de forma circular. A Garganta de Loriga é bem mais interessante a subir e o km vertical de Alvoco é bastante duro a subir, pelo que o ideal é começar em Loriga e fazer a rota completa no sentido dos ponteiros do relógio.

  • mynd af Sroch@

    Sroch@ 17. okt. 2021

    Boas grande Rui...diz-me,existe forma de ir de Loriga à Torre novamente?
    O plano seria deixar o carro na Torre e voltar a pé...abraço...e continua o excelente trabalho que tens desenvolvido...forte abraço

  • mynd af Portugal Outdoor

    Portugal Outdoor 17. okt. 2021

    De Loriga à Torre, o caminho direto é pela Garganta de Loriga. Também tenho o track aqui no wikiloc.

  • mynd af Fernando Florentino

    Fernando Florentino 18. okt. 2021

    Essa dica da melhor forma de fazer o percurso, resolveu o meu dilema!! eheh obrigado mais uma vez

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